O QUEBRA-CABEÇAS

Julho 17, 2007

«Começamos com um quebra-cabeças, aquele dos “nove pontos”, porque as etapas que conduzem à solução exemplificam, sem necessidade de muitas palavras, a “filosofia” que guiou a redacção deste livro. Luisella de Cataldo «Esame e Controesame nel Processo Penale» (Cedam, 2000)

Deck

Pede-se que se liguem estes nove pontos usando só quatro linhas rectas, desenhadas uma a seguir à outra sem levantar o lápis do papel. À primeira vista o problema parece fácil, mas depois, tentativa após tentativa, chega-se inevitavelmente à conclusão que são precisas mais de quatro linhas para unir todos os pontos. Acaba-se quase sempre por achar que se trata de um problema impossível de resolver.

O erro!!

O erro é pensar que existe uma premissa segundo a qual as rectas não devem ultrapassar os limites estabelecidos pelas linhas externas que ligam os pontos. Se se ultrapassar este limite (que não foi estabelecido quando o problema foi colocado) e se se “ousar” ultrapassar o limite definido pelos pontos, o problema torna-se fácil, como se vê na figura que mostra a solução.

Este quebra-cabeças fornece incontáveis pontos de reflexão e ensina que:
– Frequentemente não conseguimos resolver um problema porque impomos a nós próprios fronteiras ou limites inexistentes;
– Pode-se pensar de um modo diferente;
– Nem sempre a solução deve está debaixo do candeeiro só porque “aí se vê”;
– Cada modo particular de olhar as coisas é só um entre muitos outros possíveis;
– Transformar uma conjectura (que não passa da imaginação) num factor crucial, isto é, numa limitação, pode paralisar a situação e tornar impossível a mudança de um determinado ponto de vista para a adopção de um diferente».
Talvez os ensinamentos deste quebra-cabeças possam contribuir para resolver alguns dos problemas com que nos defrontamos no dia a dia.

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2 Respostas to “O QUEBRA-CABEÇAS”

  1. Bom texto, gostei!… No meu caso ultrapassar barreiras do conhecimento lógico, emocional e racional, seria acima de tudo ter a capacidade de ver mais além da simples percepção espaço-dimensional que a nossa visão nos impôem, ter a noção de que o que visualizamos ao nosso redor, poderá não corresponder “totalmente” a uma realidade física. Será que temos os olhos abertos?… é questionável!!!

  2. LC said

    Muito bom!
    Ilustra, com muita clareza, os limites irreais a que nos submetemos.
    Como nos é difícil reconhecer onde devemos parar e onde podemos continuar…
    Parabéns pelo blog!

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